Depois de saber vosso nome pensam na cozinha dizendo—Demursusen Chetuasap, ou então Deambuassuk Chetuasap? «Tem fome, meo compadre? quer comer alguma coisa?»
A hospede vos escuta e vos attende prompta a servir-vos si disserdes sim ou não, porque tomarão vossa resposta, como dinheiro contado, visto que n’essas terras nem se deve ser vergonhoso, e nem guardar silencio.
Si tendes fome, direis Pá, chemursusain, Pá, cheambuassuk, «sim, tenho fome, quero comer.»
Perguntam elles Maé-pereipotar, «que queres tu comer? que desejas tu que eu te traga?»
São mui liberaes no principio, diligentes na caça e na pesca, afim de contentar-vos e ganhar vossa affeição para obter generos; mas cuidado, não lhe dês tudo no principio, conservae-o sempre na esperança, dando-lhe cada mez alguma coisinha.
Á sua pergunta dizei, si quereis carne, peixe, passaros, raizes, ou outra qualquer coisa, e então vossos hospedes, o marido e a mulher trazem para vós a caça, o Mingau, que tiverem, podeis comer a vontade e dar a quem quizerdes.
Apenas tiverdes comido, arma a sua rede ao pé da vossa, principia a conversar comvosco, offerece-vos um caximbo cheio de fumo, que accende, chupa tres fumaças, que expelle pelas ventas, e depois vos entrega como coisa muito bôa, e que faz muita estima, como na França se pratica com as bebidas.
Accende tambem seo caximbo, e depois de haver tomado cinco ou seis fumaças diz—Ereia Kasse pipo: «deixaste teo paiz para vir ver-nos, visitar-nos e trazer-nos generos?»
Respondei-lhe Pá—«sim, deixei tudo, despresei meos amigos, e meo paiz para vir aqui vêr-te.»
Levantando então a cabeça como que admirado, diz Yandé repiac aut, «compadeceo-se de mim, olhou-nos com piedade: lembraram-se os francezes de nós, não se esqueceram de nós.»