A principio mostrou repugnancia porem afinal concordou, vivendo como mulher christan e unica com seo marido.

Faziamos o mesmo aos meninos pequenos, proximos á morte, observando porem estas formalidades: pediamos o consentimento dos paes e mães antes de baptisal-os, embora não os deixassemos de baptisar, quando os viamos moribundos: apesar de estarmos certos da boa vontade geral dos selvagens de apresentarem seos filhos ao baptismo, nós lhes prestavamos esta homenagem com o fim de attrahil-os á se converterem.

Não vem a proposito referir aqui alguns exemplos, porque nada acho n’isto de extraordinario.


CAPITULO III

Do baptismo de muitos adultos, especialmente de um chamado Martinho.

Antes de tratar d’esta materia, julgo necessario advertir ao leitor, que no fim da obra do reverendo padre Claudio achará alguma coisa d’esta e da seguinte historia, tudo extrahido de uma de minhas cartas, que enviei de Maranhão, á meos superiores, e como apenas esbocei-as, justo é que eu as descreva minuciosamente.

Estas sagradas agoas do baptismo não estagnaram na ilha, pois atravessando a corrente forte e impetuosa do mar, sem com elle misturar-se, passaram ás terras firmes de Alcantara e Comã, que despertadas por seo doce sussurro acolheram bem os espiritos d’aquelles, que Deos tinha escolhido para si, e pelo bom gosto d’ellas procuraram indagar-lhes a origem, maravilha, que não pode ser descripta como merece, pois á força d’estas agoas venceo incomparavelmente a actividade do azougue, chamando a si todos os pedaços de oiro espalhados por diversos lugares, isto é, as almas inspiradas por Deos em Tapuitapera e Comã vinham á Maranhão onde tinha assentado seos alicerces a salvação d’este paiz.

Quem poderia dizer o grande numero de pessoas, que nos vinham visitar para aprender alguma coisa dos mysterios da nossa fé?