—É elle!
Encostei-me desfallecidamente á parede, sentindo parar o coração.
Betty, com passos discretos foi abrir a porta do meu toillette. Entrei. De pé junto d'uma mesa, extremamente pallido, estava elle. Apertei as mãos sobre o peito, fiquei immovel, suspensa. Elle caminhou para mim com os braços abertos, para me envolver; eu deixei-me cahir aos seus pés, e calada beijei-lhe os dedos. Elle tinha ajoelhado commigo, e com as mãos enlaçadas, os olhos confundidos, choravamos ambos. Eu só dizia n'um murmurio de lagrimas:
—Ha tanto tempo!…
—Minha senhora, minha querida menina, dizia Betty da porta, e aquella gente, santo Deus, que ha de dizer?
Eu não a escutava. Foi elle que disse sorrindo:
—Tem razão, Betty, tem razão! É necessario voltar á sala.
E deu-me o braço. Entrámos: elle grave, eu meio desfallecida, abstracta, com os olhos marejados de lagrimas e um sorriso vago nas feições.
Disse o nome de captain Rytmel, e a sua antiga amisade com o conde. Vi a marqueza sorrir levemente.
E voltando-me para Rytmel: