—Luis, disse eu baixo, Luis, tens vinte libras. Tens cincoenta.
—Mas, minha senhora…
—Este senhor onde tem as suas cartas? Tens cem libras. Dou-te tudo, estupido… Onde tem elle as cartas, elle?
—Oh minha senhora! disse o creado, com uma voz lamentavel, eu não sei.
—Não tens visto? Não tem uma secretária, uma papeleira, uma carteira?…
—Tem. Tem uma carteira de marroquim. Tral-a comsigo. Anda cheia de cartas…Levou-a decerto. Nunca a deixa.
Sahi, desci a escada, correndo, fugindo d'aquelle desastre, d'aquella vergonha, d'aquellas confidencias. Atirei-me para o fundo da carruagem.
—A casa! gritei.
Tinha fechado os stores; soluçava, sem soluçar[2].
—Betty! Betty! clamei logo no corredor.