—De certo que não. Este homem é o assassino.
E voltando-se para elle com um olhar terrivel, que flammejava debaixo da mascara:
—E porque o matou?
—Matei-o… respondeu o homem.
—Matou-o, disse o mascarado com uma lentidão de voz que me aterrou, para lhe roubar 2:300 libras em bank-notes, que aquelle homem tinha no bolso, dentro de uma bilheteira em que estavam monogramadas duas lettras de prata, que eram as iniciais do seu nome.
—Eu!… para o roubar! Que infamia! Mente! Eu não conheço esse homem, nunca o vi, não o matei!
—Que malditas contradicções! gritou o mascarado exaltado.
A.M.C. objectou lentamente:
—O senhor que está mascarado… este homem não era seu amigo, o unico amigo que elle conhecia em Lisboa?
—Como sabe? gritou repentinamente o mascarado, tomando-lhe o braço.
Falle,diga.