E assim, em pleno seculo XIX, temos de novo, como no Romancero, a Cruz contra o Crescente, e a Hespanha na sua antiga e laboriosa occupação de matar los moros.


XII. O SNR. BARTHOU-A «ANTIGONE» DE SOPHOCLES-«LES ROIS» DE JULES LEMAITRE.

Houve em França subitamente uma queda, ou antes um desconjunctamento de ministerio. Os ministros, que eram uns de substancia radical e outros de substancia conservadora, estavam mal grudados. O calor das primeiras discussões, na camara nova, descollou estes pedaços heterogeneos de poder executivo. Immediatamente porém se manufacturou outro governo. E a unica feição d'esta crise, digna de ficar nas chronicas, foi o ter apparecido de repente, e por motivo d'ella, um homem de Plutarcho.

Este homem é o snr. Barthou.

É necessario reter este nome—Barthou—porque elle representa um justo. A Biblia diria «vaso de eleição»; mas esta imagem é arriscada e dá logar a equivocos lamentaveis, quando se trata de homens e de cousas parlamentares.

Quem é o snr. Barthou?

Um politico, e portanto um ambicioso. Além d'isso um intelligente e um ardente.

E que fez o snr. Barthou?

O snr. Barthou realisou um feito sem precedentes na historia constitucional:—convidado, n'esta nova organisação de ministerio, para secretario de Estado das colonias, recusou.