Escutavam com um riso inquieto.
E Publius, emphatico:
—Os actores—dizia—os gladiadores, os bufões, os tocadores de flauta, os truões, são os paes de todas as creanças que nascem na nobreza romana!
Um velho phariseu, elevando sacerdotalmente uma amphora, gritou com uma voz terrivel:
—Vivam os truões!
A multidão sacerdotal bradava, uivava, cantava, rojava-se pelo chão. Era bestial e immundo.
Bar'Abbas, espancado, cambaleava, blasphemando, jovial.
O vinho começava a domal-os: alguns escorregavam, caiam, agitavam-se como agonisantes, e perdiam os espiritos n'um somno petrificado. Outros penetravam na espessura do pomar, buscando as frescuras da herva e da agua. Uns fallavam como n'um delirio grotesco. Dois escribas argumentavam, freneticos, hostis. Um forte e vasto phariseu, de bruços sobre a mesa, o olhar fixo, bestial, roía monotonamente uma flôr.
Simeon resonava no seu estrado. Publius no chão humido. Os escravos deitavam pelles sobre os dormentes. Os lampadarios extinguiam-se. Vinha um frio humido. Cantavam os gallos.
Eu atravessei o pomar, subi a um terraço.