Até que outra vez «se produziu, na nossa epoca, como a Grecia produziu a Esculptura, como a Europa gothica produziu a Architectura...»

Chega-se assim aos tempos modernos:

«A alma começou a entrever cimos luminosos, por entre os astros, que se chamavam Homero, Eschylo, Dante, Miguel Angelo, Rabelais, Cervantes e Shakespeare. A alma queria subir aquelles escarpamentos divinos para colher a flôr do ideal.»[28]

A melancolia dá côr ao Romantismo...

«O typo em quem se resumem todos os soffrimentos, todas as desesperanças, as melancolias, as incertezas, as aspirações, os lyrismos d'esta epoca pallida e doentia: Fausto, Manfredo, Lara, Antony, Werther, Rolla, D. Juan...» que saem então de «toda uma mocidade pallida e nervosa, de «toda uma primavera...»

«O indefinido da alma de D. Juan revelado pela Arte,—eis ahi a Musica...», «aquella vaga Ophelia que se chama Musica...», «uma voz inesperada em que se entendem os desconsolados...»[29]

Constitue-se emfim a Musica moderna:

«A Allemanha... a loura Allemanha de ideal seriedade, luminosa, um tanto nuvem, cheia de vapores e de constellações... A Allemanha que pensa com um doce ruido ineffavel», fórma a sua «Musica que é o vapor da Arte...»

E, ao lado d'ella, «a Musica italiana... tendo o quer que seja do palpavel... d'ondeante como seda invisivel».

Tal é, muito vagamente, a significação sentimental da Symphonia de abertura.