«Anda, cocheiro: é um freguez que vae para a cova: a passo! Alto de S. João! A eternidade toma-te á hora!»

E emquanto o pobre morto vae, que dizem os que o viram partir, soluçando?

Os filhos dizem: «Tinha de ser...»

A esposa diz: «Vestida de luto!...»

O agiota: «Não foi mau freguez.»

Os medicos: «É um caso interessante...»

Os que o levam para a cova: «Era pesado, o maroto!»

O coveiro canta:

O preto que vem d'Angola
Traz a bordo fava rica.

Tu, pobre mulher chorosa, amaste aquelle homem: vestiste-o com os teus cabellos, alimentaste-o com o teu halito, coroaste-o com o teu olhar, divinisaste-o com o teu desejo: elle era formoso, e são, e forte, e apaixonado: mas se passares por ao pé d'elle agora, oh pobre mulher chorosa, põe bem a mão no nariz!