—Vim aqui em procura de minha mulher; e estranho que ela esteja aqui, quando o seu logar era em sua casa.

Brigida não se atrevia a olhar para o marido; o sacerdote disse:

—Sua esposa veiu aqui procurar, no seio da verdadeira religião, remedio para os seus males.

—E porque, se tem algum pezar, mo não comunica a mim primeiro? Com que direito vem confiar os seus desgostos a um homem que não é o seu marido?

—Parece-me, sr. João, que duvida de sua esposa e de mim.

—De minha esposa não duvido, porém de si duvido.

—Talvez preferisse antes que sua mulher fosse aconselhar-se com o vidraceiro, não é verdade?

—Certamente; ele é um homem casado, e como pae de familia conhece o que são os pezares que muitas vezes nos torturam.

—Bom hipocrita é o tal Juliãosinho! Forte maroto.

João não pôde conter-se por mais tempo, e, erguendo-se, bastante excitado, disse: