—Senhores, disse André, levantando-se, eu, em nome da fraternal amizade que nos une, peço que respeitem o silencio do nosso amigo.

—Pois eu, pelo contrario, peço que nos conte todos os seus segredos, exclamou um dos convidados. Entre amigos como nós, tudo é commum, até os segredos.

—Tem razão. Ernesto não deve ser avarento dos seus segredos, já que nunca o foi da sua bolsa.

—Fala!

—Conta-nos o que fizeste em Roma desde o dia em que pisaste a cidade eterna, até ao momento em que partiste para nos trazeres o melhor quadro que verão os contemporaneos.

—Sim, conta-nos a historia dos teus amores.

—Basta, senhores! exclamou Ernesto, estendendo os braços para restabelecer a ordem. Quem diabo lhes disse que estou enamorado?

—Foi Marcial.

—É uma calumnia.

—Podemos provar-te o contrario.