—De que maneira?

—Apresentando-te o original da tua Esther.

Ernesto estremeceu.

—N'esse caso, só se poderia attribuir a uma casualidade, disse inquieto.{92}

—A amizade não deve ser exigente, disse André desejoso de livrar o seu amigo d'aquelles apuros. Visto que Ernesto não conta, respeitemos o seu silencio, e tomemos café.

—Sim, sim; tomemos café, ajuntou Marcial, e com pouco assucar, para que allivie um pouco a cabeça, dissipando os vapores do vinho!

—Isso é um insulto; chamas-nos piteireiros.

—Póde ser que tenhas razão, disse outro. Apesar de tudo, o piteireiro é um ser feliz.

—Que seria dos homens se não existisse o vinho?

—Uma sociedade de paes graves.