Assim que terminou a sua toilette, satisfeito de si mesmo, enrolou a tela com o retrato de Amparo, embrulhou-a n'um papel e sahiu de casa dizendo ao creado que tinha o dia livre, visto não voltar senão á noite.

D. Ventura e a filha occupavam dois quartos no primeiro andar do hotel de Londres.

Quando Ernesto subia a escada ouviu os accordes de um piano. Deteve-se: tocavam a magnifica symphonia de Guilherme Tell.

—Será Amparo? pensou elle.

E vendo um creado no corredor, disse-lhe:

—Qual é o quarto do sr. D. Ventura d'Aguillar?

—O seis: ahi onde estão tocando.

Ernesto não se tinha enganado: era Amparo quem tão magnificamente interpretava uma das mais bellas composições de Rossini.

Receoso de interromper aquella brilhante corrente de notas que tão docemente resoavam no coração, esperou junto da porta que terminasse a symphonia.

Logo que ella acabou bateu á porta.