—Só me disse para a entregar ao senhor conde juntamente com os retratos.
—Pois bem; Ernesto encarrega-me de lhe entregar seis mil duros que lhe devo.
—A mim? disse admirado o caçador.
—Sim, a si.
—Mas que devo fazer a esse dinheiro? Porque elle nada me disse ao morrer.
—Guardál-os para si.
—É impossivel! Seis mil duros é uma fortuna para um pobre como eu.
O conde, admirado da honradez d'aquelle homem, teve um nobre pensamento, e ajuntou:
—Desculpe-me; enganei-me.
—Eu logo vi que não podia ser, disse Mauricio quasi contente.