Quando o pintor entrou no seu quarto, pegou na penna e escreveu na fita: «Florença, 2 de Julho de 186...».
Depois deitou-se, e não demorou muito em gosar um d'esses sonhos de que não quizera despertar.
Dois dias depois, Amparo, seu pae e Ernesto entravam na sala de espera da estação. O comboio estava preparado para partir; faltavam alguns minutos para se pôr em andamento.
O pintor esforçava-se por se mostrar satisfeito, mas uma enorme tristeza lhe opprimia o coração.
Nunca Amparo lhe parecera tão bella como n'aquella occasião, mas era preciso resignar-se á separação.
Os olhares furtivos que ella lhe dirigia pareciam dizer-lhe:
—Confia e espera. Em breve nos tornaremos a juntar.
Rapidamente D. Ventura pôz a sua mala de mão sobre um banco da estação e disse: