Ernesto deixou-o passar. O conde de Loreto cumprimentou e subiu para a carruagem, indo sentar-se em frente do seu mordomo.
Apitou a locomotiva, e começou o comboio a mover-se e a sahir pausadamente da estação.
Amparo e D. Ventura assomaram á janella e acenaram com um lenço ao seu bom amigo.
Um momento depois, o comboio tinha desapparecido; mas Ernesto como se estivesse pregado ao chão permanecia immovel e preoccupado.
N'aquella noite, Ernesto partiu para Roma, levando a duvida na alma e o ciume no coração.
Pobre sonhador! Infeliz artista, que tinha trocado por um beijo, a felicidade, a paz do seu espirito e todos os seus sonhos de gloria!