O quarto de Amparo era separado do de seu pae por uma debil parede communicando por uma porta.

Amparo ouvira entre sonhos parte do que o creado dissera a D. Ventura.

Quando este entrou já estava levantada.

—Não me occulte nada, disse, quero saber tudo quanto se passa.

—Pois, filha, o que se passa é pouco agradavel. Fernando a esta hora bate-se em duello.

Amparo empallideceu e como se lhe faltassem as forças, sentou-se n'uma cadeira.

—Que é isso? Estás doente? Era só o que faltava.

—Não se assuste; não tenho nada.

—Nada! nada! Não me capacitas de que é sem{74} motivos que perdes as côres, commoveste-te, e isso é natural, muito natural, sim, senhora; porque demais, o conde é um joven que se faz estimar; e se tivessemos a desgraça de o perder, se o seu inimigo o matasse...

—Cale-se, papá, cale-se! exclamou Amparo estremecendo. Não diga isso nem a brincar.