—Sim? e, diz-me cá, que lhe escreves?

—Não sei. Escrevo-lhe friamente. Falla-se de negocios. Isto não te interessa nada.

Fiquei um tanto inleado; mas não pude reprimir-me.

—Como é que nunca tiveste a idéa de mostrar-me as cartas de teu marido?

Roger! Roger!—exclamou sorrindo contrafeita—eu creio que estás louco! Uma mulher póde por ventura confiar a alguem, principalmente áquelle que ama, o segredo dos negocios de seu marido?

—Tambem é verdade—murmurei eu.

Fanny quiz logo aproveitar a vantagem que obtivera.

—Feliz seria eu, disse ella, podendo mostrar-te essas cartas que te dão tanto que pensar. Provar-te-iam que é uma sem-razão recear alguma coisa. Sabe, pois, espirito desconfiado, que não se póde viver em menos união do que eu vivo com meu marido.

—De certo!

—Como podes suspeitar o contrario depois que te confiei as minhas amarguras?