—Que o enterneceram a minha dor e as lágrimas de Rosa... enfim, que é o melhor dos homens? Sim? meu sogro! é o que eu quis dizer: abracemo-nos!...

—Para trás, senhor! bradou o velho exasperado, não junte o escárnio à sua indigna acção!

—Como!... disse o pintor estupefacto; de que escárnio... de que acção indigna fala?

—Sim... finja-se surpreendido! se lhe parece, negue que me atraiu aqui enganado! negue as suas tenebrosas maquinações! Ah!... julgou que triunfaria por uma cilada?

—Eu!...

—Pois bem!... desengane-se! A minha decisão é irrevogável! Não possuirá minha filha!

—Uma cilada!... eu, que o supunha longe de França! eu, que teria dado vinte anos da minha vida para descobrir...

—Jesus! que mentiroso!... exclamou Rosa, sorrindo-se. E as minhas cartas?... acrescentou ela em voz baixa.

—As suas cartas! Meu Deus!... Rosa, de que cartas fala?

—De muitas, que lhe enviei às escondidas?