—Será tido na devida conta o seu soccorro, e Deus reconhecerá n'elle a sua bôa vontade.

—Se venceram, como diz, para que precisam elles mais dinheiro?

—Sempre são mil e quinhentas bôcas a comer...

—Tomem á força o que precisarem, como fizémos no Roussillon.

—Não diria o mesmo V. Ex.a se esses valentes realistas andassem cá pelas visinhanças.

—Tem razão, tem. Mas que isto se decida por uma vez. Acabe-se com a choldra, para que eu possa embarcar descansado.

—Ainda persiste em ir para Lisboa?

—E conto que vossa reverendissima prepare o espirito de minha filha, para que de todo esqueça esse disparatado namorico, e se disponha a desposar o primo D. Luiz de Sousa, que dará á minha casa a tão desejada successão.

—Perdôe V. Ex.a a minha extranheza. Depois do que se tem passado ainda pensa em tão honrosa alliança?

—E porque não?