—Será forçada á obediencia paterna sua infeliz filha...
—Já não tenho filha!
Era essa a phrase feita que desde então tivera para todos, mas não correspondia sinceramente ao seu sentir.
Queria-a em casa, como desaggravo, como affirmação do poder paternal, como homenagem á sua categoria.
—Responde v. ex.a como quem é, mas eu procedi como devia, de que lhe peço perdão, caso não appoie os meus passos.
—Que quer dizer?
—Nunca abandonei a sua causa, comquanto os deveres do meu ministerio, que me impõe a cega obediencia ao poder constituido, me impedissem de ir receber as suas ordens...
E aqui, já seguro de que não fôra descoberto, perguntou:
—Como está a senhora D. Perpetua, depois d'aquella triste fatalidade? Pobre senhora!
—Não sei nem quero saber. Nunca mais verei nem uma nem outra.