—Que faz?!

—Que tenho eu que se ponham a disputar á meza, e depois queiram exercitar o genio commigo? Não fiz mal nenhum, não quero ficar presa! Não quero! Não quero!

—A menina está doida!

E saíndo para o corredor, apezar da mãe lhe querer tomar a porta:

—Vou mandar chamar a prima Josepha e o primo Jorge. Com gente de fóra hão de ter mais vergonha.

—Olhe, eu é que não estou para me incommodar. Préso muito o meu socego. Vou fazer queixa a seu pae, vou pôr-lhe tudo em pratos limpos.

—Pois vá, que não tenho medo do papão.

Embrenhou-se na quinta, e foi para o sitio onde ouvira o que tinha alterado o seu viver.

Longe de todos, repetia as suas palavras, recordava como ellas o iam transformando.

Ao principio era ainda o pequeno de escola com quem brincava; o humilde dependente d'esse frade, que viam passear ao longo da janela do escriptorio, côr de papoila, dedo no ar, ditando com voz de sermão.