[[17]] O parocho de Segadães (1758) informava que a antiga cidade de Vaca (sic) fôra assolada pelos mouros. Os Leitores conhecem estes mouros... (Arch. Port., VII, 191).

[[18]] Varios outros documentos d'esta região de Entre-Vouga-e-Douro compulsei eu nesta collecção, que se reportavam a castros, mas não pude localizar as referencias com a presteza que era necessaria. Até se me deparou a fórma rara crésto (cresto ualanes, doc. DXLIX do anno 1077), da qual conheço outra actual no concelho de Valdevêz.

[[19]] Na fé de Nascimento Silveira (Mappa breve da Lusitania, p. 226), em Mancinhata, nos cruzeiros ha inscripções que ainda ninguem entendeu.

[[20]] Nos Port. Mon. Hist., «Dipl. et Chart.», n.º CCCCLXXI, vem um documento que diz: Cesari... subtus monte castro calbo... Cf. o n.º CCCCLXX. Não pude averiguar se é um Monte Calvo que vejo perto de Romariz. Cesári (gen. de Cesarius, -ii) deu Cesár, como Severi (Port. Mon. Hist., «Dipl. et Ch.», passim, e Arch. Port., II, 252, art. do Sr. P. de Azevedo) deu Sever.

[[21]] Virá de Calambria? pergunta A. Herculano (Historia de Portugal, III, 423). Cfr. Arch. Port., art. do Sr. A. Cortesão, IX, 232. Teremos aqui alguma Calambriga? Um thesouro de 16 argolas de ouro é de lá. (Arch. Port., II, 87).

[[22]] Eu não me occupo especialmente da Langobriga do Itinerario, mas é facil ver que identicos raciocinios lhe são applicaveis e em consequencia, a situação d'este segundo oppido deveria ser na faixa de terreno vagamente indicada pela curva LL. um pouco ao norte da Feira. No meu estudo da ara de Estorãos, assentei que esta não é a actual Longroiva, cuja fórma medieval era Langobria, (Port. Mon. Hist., «Dipl. et Chart.» CCCCXX). Do que deponho a p. 141, parece que é a algum dos castros de Obil ou do Monte do Murado que deverá convir a localização de Langobriga. Este fica a 6:000 metros para leste da lagoa.

Para longo- e lango- como para brica e briga, não encontram difficuldade os celtistas. (Élém. celt. dans les noms de personnes des inscr. d'Esp., por A. Carnoy. Luvaina 1907).

[[23]] A legitimidade do processo que segui, empregando o compasso e a escala para determinar a zona em que, segundo as indicações do roteiro romano, deve encontrar-se o jazigo de Talabriga, tem uma averiguação facil, apesar da estranheza que possa causar. Se eu, collocado em Eminio, quisesse determinar a situação de Cale, cujo anorteamento já conhecia previamente, e para isso adoptasse identico systema, o compasso levar-me-hia a uma zona de terreno, onde não me seria impossivel encontrar localizações compativeis com uma estação d'aquella natureza.

Creio todavia que nem com todos os terrenos assim se póde proceder.

Comprova tambem a plausibilidade do resultado a circunstancia de fazerem pequena differença a distancia em linha recta entre Coimbra e Gaia e a rectificação da estrada entre os mesmos pontos.