Mas nenhum peito, a vozes taes se atterra;

A armada segue, pelo mar em fóra...
É Portugal, que vae dizendo á terra:
«É tempo já de despertar agora!»

XXVI

As ondas rugem; noite e dia, atroam;

Batem, com furia, nos bojudos cascos;
D'azas abertas, para os seus penhascos,
Corvos marinhos, crocitando voam.

XXVII

Dir-se-íam bandos de crueis harpyas,

No seu dominio temeroso e vasto,
Aves d'agoiro, a reclamar, sombrias,
Aquellas presas para o seu repasto.

XXVIII

Depois a calma, a infinda quietação!