Negro aviso de morte ingloria e lenta,
N'um mar de chumbo, sepulchral mansão,
Que obriga a ter saudades da tormenta!
XXIX
N'isto, uma nuvem, caprichoso fumo,
O azul remoto levemente empana;
Ligeira avança, e traz do norte o rumo...
É bom prenuncio... mas as naus engana!
XXX
Que extranha nuvem, é, porém, aquella?..
Corta a direito, consciente e viva!..
Trará no bojo horrisona procella?
Ou sôpro brando á calmaria estiva?
XXXI
Pasmam de vel-a os arduos navegantes!
Parece palpitar! que vida tem!..
São hostes mil de pombos emigrantes,
Que as terras vão buscar d'onde elles vêm!