XXXII
E os pombos, a quem tarda o quente ninho,
Vendo os mastros da armada festival,
Julgam ser os pinhaes de Portugal
Que foram recebel-os ao caminho!
XXXIII
E n'elles pousam confiadamente...
Pelas enxarcias, nos ovens, nas pontes,
São cachos vivos, são tropeis, são montes...
Que as naus adornam sob o peso ingente!
XXXIV
Descancem ledos, nos humbraes sagrados!..
Ninguem lhes toca, n'um respeito mudo.
Destinos altos! vão assim trocados!
É Deus que o manda, Deus assim fez tudo!