Romeiros da romagem do Ideal!
Pois fez, o esforço vosso, verdadeiro
O sonho que tivera Portugal.

XLVII

Cumpristes um gigante pensamento;

No mundo, o vosso nome, eterno sôa;
Trouxe-vos Deus a porto e salvamento,
A vossa obra foi bemdita e boa!

XLVIII

E, largo tempo,—esplendida visão!—

Se ha de ver, Tejo acima, a caravela,
Como um barco de lenda, panda a véla,
Bordada a cruz de Christo em seu pendão!

XLIX

E um dia chegará,—dia jocundo!—

Em que, no Tejo, que hoje aos pés vos corre,
Hão de armadas estar, de todo o mundo,
Saudando a caravela, que não morre!