L

Monarchas hão de vir de imperios novos,

Em convivio fraterno, doce e amigo,
Unindo n'um só laço, os reis e os povos,
Saudar, em honra vossa, o reino antigo.

LI

E só por vós, se a mente me não erra,

Vós, que fostes do Gama os companheiros,
Marinheiros virão de toda a terra,
Á patria dos mais rudes marinheiros.

LII

Sonhados impossiveis conseguistes,

Vós, raça aventureira, omnipotente!
Se muito foi, que a Portugal servistes,
Mais servistes, ainda, a extranha gente.

LIII