Pois da aguia, que os reis d'outr'ora viram,
Na terra inteira, as azas extendendo,
As aguias, d'hoje em dia, andam colhendo
As pennas, que das azas lhe caíram!
LIV
D'este povo, o passado causa espanto!
O que teve! o que pôde dividir!..
Cada um dos pedaços do seu manto
Dá hoje a um povo inteiro, que vestir!
LV
Quem havia de ver, o que se viu?
Agora, é Prometheu acorrentado,
Por famintos abutres devorado,
Na montanha da Gloria, a que subiu!
LVI
Venham, pois, ver a nave abençoada,