Do Tejo sobre as vagas diamantinas!
Nave eterna!.. Na pôpa leva as quinas,
E a figura do Gama, na amurada.

LVII

Que vejo?.. Quem tal quadro antecipou?

Desusado fragor no grande rio!..
Vinte esquadras, que o mundo aqui mandou,
Abrem alas ao fulgido navio!

LVIII

Em cada pôpa, um pavilhão ondula;

Vistosas cores, alegrando os ares!
Vêm ver, ainda, como audaz tremula
O pavilhão que os precedeu nos mares!

LIX

Monstros de ferro, enormes couraçados,

Venham aqui, de toda a terra, ovantes,
Pousar no Tejo, que sustinha d'antes
Sobre o seu dorso, galeões sagrados!..