LX

Naus d'alto bordo, carregadas d'oiro,

A mór riqueza, que se viu outr'ora!
Dizêl-o ouvimos,—não hajaes desdoiro:—
«São bem mais leves estas naus de agora!»

LXI

E o Tejo, aberta a sua larga foz,

Com justo orgulho, vos recebe e chama!
Almirantes! sabeis, que honrar o Gama,
É honrar o maior de todos vós!

LXII

Lá vae a caravela, altiva e calma

No meio do bramir da artilheria!
Não é sonho da nossa phantasia;
É nitida visão que temos n'alma!

LXIII