—O mesmo cá por casa. Leu isto?
—Não tinha outra coisa...
—E que diz, que diz?
—Eu? e vossemecê, padre Nazareth?
Olharam-se. Manoel do Cabo ria com a sua finura podenga de camponio, olhinhos de malicia precavida, um tamborilar de dedos na tampa da arca.
—Que grande milagre! fez com emphase untuosa o padre Nazareth.
—Que grandessissimo! juntou Manoel do Cabo, não se sabendo se fallava do prodigio, se do capellão.
—Como já se não fazem hoje, echoou saudoso padre Nazareth repotreando-se, com os bogalhos dos olhos nos seios da Escholastica, toda entretida a esburgar ervilhas seccas.
—Pouca virtude hoje! disse o sacristão. Os tratantes são como agua de pedra... E com profundeza convencida, dando uma risada bronca:
—Mas n’aquelle tempo eram maiores, vá com Deus!