—Hum! opinou padre Nazareth. Puzeram-se a fallar no enterro d’aquelle dia, da velha D. Isaura, uma ricaça da terra. A Escholastica quiz saber se tinham distribuido esmolas e de quanto.
—Tostão!
—Não se alargaram muito, a bem dizer.
—Vamos com Deus, não foram más. Quando foi do doutor Bentes, nem cheta appareceu.
—Esse sim! Tomára a mulher mais p’r’ós amigos. E desdenhosa:—que segundo me contaram...
—Não diga asneiras, sua tola, não diga asneiras clamou azedamente Manoel do Cabo, que amava a discrição e a harmonia reciprocas.—Vossê viu?
Deram nove horas, no relogio da torre. E o sino da camara correu, segundo a velha usança.
Padre Nazareth levou o sacrista para a porta da rua e disse em voz cautelosa, aproximando muito a cara da orelha do outro:
—E se o Senhor dos Passos chorasse ainda?
—Está lá p’ra isso! Nem á pancada, esteja certo.