—Porque havia zangar-me? Mas diga.
—Ha ahi um rapazola, que dá um cavacão pela menina. Um cavacão, c’os diabos; um cavacão!
Carolina teve um sobresalto. O coefficiente das suas orgulhosas alegrias traduziu-se n’um sorriso.
—Está a mangar, disse.
—Palavrinha, é cousa seria. Elle fallou-me n’isso.
—Para que? disse ella tremula, penetrada.
—Ora! Namoricos; não sabe como as cousas são? Rapaziadas. Todos nós temos d’isso. Emfim, fallar não offende.—Carolina estava pallida, sentia-se vagamente n’um deleite, curiosa e cheia de excitações. A senhora Marcellina, de olhos no chão, mordia o labio inferior, como quem reflecte.
—Com que então, disse Carolina, gosta?
—Hi!...
E passado um momento: