—É esse então? Pois senhores...

—Um bello moço, um bello moço! É vêl-o além na loja, a camisa arregaçada; que braços, hein!

Carolina adivinhava-o, sentindo-o na sua imaginação com um vigor de pintura.

—E depois? disse ella.

—E elle pediu-me que arranjasse a cousa, que lhe fallasse; tinha vergonha de vir elle mesmo... Ganha seis tostões, vive só; bom rapaz no fundo.

—E meu pai?

—Ora! Nem o adivinha. Vive sempre lá em cascos de rolhas. Quer lá saber... É vinho e deixa andar.

—Nem sei, nem sei...

—Isso, o resto arranja-se. Amanhã ha festa nos Prazeres, percebes? Elle vai por alli. Tu vaes commigo. Entendam-se lá como quizerem. Gostas d’elle?

—Sei lá, sei lá! Não é feio...