—Visinha, gritou a pobre mulher do quintal, para a Joanna que acabava de levantar a mesa.

A outra subiu á lenha para debruçar-se na parede, sobre o quintal do Estragado.

—Que é?

A esse tempo já a Francisca trepára do outro lado, com o chale de baetilha pela cabeça.—E disse n’um tom choroso:

—Perdôe-me pelo amor de Deus, que não me esqueço de quem me faz bem. É a minha desgraça, aquelle homem, a minha vergonha...

—Houve pancadaria de moiro, aposto!

—O costume, Nosso Senhor nos ajude. E se fosse só isso...

—Então que mais temos?

—O meu homem não entrou na sua casa ha pouco?

—Entrou, para escutar o que cada um está dizendo na sua casa; foi pró que elle entrou! Mas ouviu-a toda!