Á serra...
Ainda hoje, o Nicolau que atira á valla as rezes que se abatem no hospital[2], me disse que a trazia alli. É boa! Se eu bem vi o sacco... e cosido que elle vinha.
[2] É no Alto de S. João que se sepultam os cadaveres do hospital; para o nosso caso, porém, isso não importa.
A Ruiva em postas!—Ria-se. Cahira tudo n’um silencio algido.
Calou-se, e depois:
—Tambem eu hei-de morrer. Quero lá saber nada d’aquella grande velhaca!
—Vamos, disse eu. Ha una cousa peor que um cão damnado: é um coveiro bebedo. E sahi.
Um dia antes, o meu escalpello penetrára o corpo d’essa perdida creatura, que veio a fornecer subsidios notaveis á minha these inaugural.
Inquiri pormenores. Disseram-me que o tio Farrusco fôra casado com uma vendedeira, a Martha, muito conhecida por Buenos-Ayres. Soube-se depois que as hortaliças que esta mulher vendia, eram pelo marido plantadas no cemiterio, para lá da valla e longe das vistas dos indiscretos, hortaliças que com o tempo e o bello tempero da terra adquiriam grande desenvolvimento.