Todavia, quando Sua Alteza o Principe de Galles vem a Lisboa gastam-se centenas de contos com a sua recepção, e quando a graciosa Magestade, (que graça!) Mamã do dito Principe, solemnisa o jubileu, os representantes do povo portuguez curvam-se, reverentes, em respeitosos salamaleques, aos graciosos pés da graciosa Imperatriz das Indias!
E no Primeiro de Dezembro, já se vê, grossa pancadaria de gaiteiros e um nunca acabar de foguetes com tres respostas.
O hymno da Restauração desperta antigos rancores e origina odios, que a Hespanha não merece. Mandar tocar esse hymno, aqui, na fronteira, exactamente na occasião em que aquella nação estremece com o insulto que o inglez nos vibrou, não denota, sómente, grosseria, denota ignorancia.
Temos, pois, já outra nota:—a da ignorancia; e como burlesca, grosseira, e ignorante, repetimos:
a manifestação de 14 do corrente foi aviltante para Valença,
porque aviltou a bandeira da Patria que, á frente, um homem de cabellos brancos agitava.
Examinemos agora, respeitosamente, este homem.
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Descubro-me perante elle.