Mas... onde diabo está o Justininho?

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Justininho era o fiel depositario, o mais denodado paladino das gloriosas tradições, que apresentam Valença, como a terra da provincia, em que ha mais convivencia, e em que as senhoras se apresentam, melhor, n’um baile. É uma superioridade, esta, como qualquer outra. Cornelia, Joanna d’Arc, Filippa de Vilhena, Deu-la-deu e outras matronas distinguiram-se a seu modo. São feitios.

Foi elle, tambem, o inventor d’aquella celebre phrase, ainda hoje acceite e adoptada, quando necessitamos occultar a nossa inercia, as nossas fraquezas, ou a nossa ingenuidade provinciana. Valença é madrasta para os seus e mãe para os estranhos.

Nunca pude comprehender o que Justininho, e outros sectarios da sua eschola philosophica, querem dizer na sua—n’uma terra, que não acceitou o legado do Conde de Ferreira, em que a Politica é o que sabemos, e em que os jovens engraçados, que hoje possue, se riem franca e desassombradamente, quando, nos bailes da Assemblea, uma senhora tem a infelicidade de cahir, ou quando, nos bailes de Tuy, onde são obsequiosamente acolhidos, mettem os cotovellos á cara dos infelizes pares, que de perto os seguem.[9]

São tambem opiniões... e feitios.

Ainda hei-de interrogar, sobre este ponto, os srs. Abreu e Oliveira, que são os homens que, por aqui, vejo mais nos casos de fallar de tudo e de todos, com auctoridade e competencia. Esses senhores devem saber muitas coisas e todas a fundo. Basta observar aquella constante concentração de espirito, e completa indifferença, com que encaram este mundo.

São cerebros, que, indubitavelmente, trabalham na resolução de grandes problemas sociaes.

Lembram-me tanto Mr. Prudhomme...