Quando se approxima, é inevitavel a contribuição de chapéos novos para as senhoras. É uma coisa feia, na verdade, o apparecer-se n’esse dia, consagrado a Deus, com chapéos de inverno...

Pois se o Blanco os tem tanto em conta... Já se não fala em vestidos, porque emfim, dá-se uma volta ao do anno passado e ainda póde escapar; mas o chapéo é da praxe.

As janellas guarnecem-se, n’esse dia, de caras bonitas. Nas ruas, vae e vem, chibante e taful, a juventude da terra; os aspirantes aduaneiros, com Velloso á frente, pimpam o oiro dos seus uniformes; barrigudos camaristas passam, atados á banda bicolor; ha muita gente do povo; colchas espaventosas, flammulas, etc., etc., e, no fim de tudo, a tropa e as descargas.

N’este anno, então, essa ultima parte esteve magestosa. Digo a verdade: manobras assim, tão complicadas e com tanta tactica, só as tenho visto em França, no campo de Chalons, e em Portugal... no largo de S. João. Consta-me, até, que para o anno cá temos officiaes dos exercitos europeus, em commissão de estudo.

Pelo menos, assim m’o asseveram Moltke, Carnot, o Czar de todas as Russias, o Schah da Persia e o Bey de Tunis. Se o affirmam por lisonja, sabendo que sou de Valença, isso é com elles.

Vae pelo preço...

*

Agora as romarias.

Diversos pensadores e philosophos consideram as romarias, como indispensaveis e necessarias, attendendo a que o povo que, durante seis dias, labuta e trabalha, necessita de descanço e distracção ao setimo, para que possa retemperar as forças.

Concordo com isso, mas não colhe o argumento na defeza d’ellas, como elemento vivificador de crenças.