Que começo a viver n’esta mudança,

Contento meu desejo,

Troco minha esperança,

Não quero mais de enganos, que a lembrança.

A cauta cotovia,

Vendo o ligeiro imigo, o voo nega;

N’elle não se confia,

Com a terra se apega,

Porque ali com as azas não lhe chega.

D’esta arte se defende