—Está claro—o cozinheiro, um francez, no estrangeiro.—E arranjou-lhe lá no estrangeiro um titulo de conde. Um homem muito instruido, com uns bigodinhos.
—E como é que viviam, e onde, principe?
—Está claro—viviam muito bem! E d'ahi, não tardou muito que se não apartassem.—Elle roubou-a e safou-se. Quer-me parecer que jogaram as cristas lá por causa de um môlho.
—Que queres que eu toque, mamã?
—Por que não cantas, antes? Se soubesse como ella canta, principe! Gosta de musica?
—Está c... laro! Um encanto—um encanto! Gosto immenso de musica! Co... onheci muito Beethoven, no estrangeiro.
—Beethoven! Ora imagina, filha, o principe conheceu Beethoven! clamou Maria Alexandrovna, maravilhada. Ah! principe, pois devéras, conheceu Beethoven?
—Está c... laro: Eramos intimos amigos. Tinha o nariz sempre atulhado de rapé... Que sujeitinho tão ratão!
—Quem, Beethoven?
—Está c... laro,—Beethoven? E não seria talvez Beethoven... mas sim outro qualquer. Ha muito allemão, por toda a parte... Que eu, afinal, parece-me que estou equivocado.