—Já rejeitou nove partidos só para se não apartar da mãe! clama. Agora, comtudo, o meu coração antevê o apartamento. Não ha ainda um instante, reparei que olhava para o principe de modo particularissimo... A sua aristocracia, a sua finura seduziram-n'a, principe!.. Oh! O principe apartar-nos-ha... estou-o a sentir.

—A... dó... óro-a! murmura o principe a tremelicar como uma folha.

—Com que então desamparas a tua mãe! exclama Maria Alexandrovna atirando-se outra vez ao pescoço da filha.

A Zina, morrendo por pôr ponto a tão penosa scena, estende ao principe a linda mão, e faz esforço para sorrir. O principe agarra respeitoso n'aquella mão e por pouco a não come com beijos.

—Agora, sim, agora é que eu principío a viver!...

—Zina! diz com solemnidade Maria Alexandrovna: é o mais delicado, o mais nobre dos homens! Um cavalleiro da edade média! Ella bem o sabe, principe, e sabe-o até demais, por minha desgraça!... Ah!... Oxalá cá não tivesse apparecido... Entrego nas suas mãos o meu thesouro... Conserve-o, principe!... Escute os rógos de uma mãe! Qual será a mãe que poderá levar-me a mal a minha magua?!

—Basta! mamã! murmura a Zina.

—Ha de defendêl-a, principe, a sua espada ha de fulgir se as calumnias se atreverem a tocar-lhe!

—Basta mamã, aliás...

—Está c... claro... a minha espada!... murmura o principe. Quero que o ca... casamento se realize, quanto antes... agora... é que eu devéras prin... cipío a viver!... {98} Tenciono mandar desde já a Dur-kha-khanovo... Tenho lá uns brilhantes, quero pôl-os a seus pés.