—Mas para onde é que tu me levas, Maria Alexandrovna? indága, a fazer moquenquices á propria imagem.
Maria Alexandrovna hesita em acreditar n'aquillo que ouviu.
—Não ouvem isto? Ora o manequim! E como te atreves tu a perguntar-me para onde é que eu te lévo?
—Mas já se vê que o devo de saber, minha mãezinha.
—Caluda! Torna-me tu a tratar de mãezinha, e muito mais no sitio aonde vamos, e ficas sem chá um mês inteiro.
O marido, espavorido, nem bole sequer.
—Se já se viu? Nem sequer conseguiu apanhar a mais réles condecoração?
Colherão de marmita!—exclama ao contemplar com desprezo a casaca do marido, casaca virgem de toda e qualquer insignia.
Até que por fim, Aphanassi Matveich sente-se melindrado.
—Eu não sou colherão de marmita, sou conselheiro, minha mãezinha, pondéra com assômo de nobre indignação.