—Hum!...
—E atenta bem n'isto que te estou dizendo. Carrégo comtigo: ouviste falar do principe, e acto-continuo, doido de contente, deste-te pressa em vir apresentar-lhe os teus respeitos e convidál-o a ir para o campo. Percebeste?
—Hum!
—Para que estás tu já a dizer: hum! meu parvalhôco! Responde.
—Está bom, minha mãezinha, tudo se fará á medida dos teus desejos. Mas, não me dirás por que é que eu tenho que o convidar?
—Quê, quê? pois ainda te mettes a raciocinar?! Que tens tu com isso? E ainda te atreves a fazer-me perguntas?
—Mas... é que eu, por mais que faça não posso perceber como é que eu o hei de convidar sem dizer palavra!
—Eu falarei por ti, e tu, fazes-lhe a tua cortesia, e mais nada, percebeste?—De chapeu na mão...
—Percebi..., minha mãe... Maria Alexandrovna.
—O principe é espirituosissimo: diga elle o que disser, ainda quando se não dirija á tua pessoa, responde-lhe a tudo com um sorriso bonacheirão e alegre, percebeste?