—Ai, meu Deus! Que me diz? Então parece-lhe que o façam?
—Safam-se, safam-se, pudera não... Tão certo! E o senhor, depois, vê-se sósinho, confirma a Natalia Dmitrievna.
—Ai! meu Deus! Visto isso... então n... não lhes dou... al... for... ria! E d'ahi, eu dizia isto... por dizer.
—Antes assim, tiozinho.
Maria Alexandrovna, até agora, tem estado caláda a observar. Parece-lhe que o principe se esqueceu d'ella, totalmente, e não acha isso natural.
—Principe, enceta elevando a voz e com dignidade, peço-lhe licença para lhe apresentar Aphanassi Matveich,{156} meu marido. Veiu expressamente do cantinho da sua aldeia, assim que soube que o principe se achava hospedado em minha casa.
Aphanassi, todo elle sorrisos e a fazer papo. Afigura-se-lhe que acabam de lhe endereçar um cumprimento.
—Ah! Fol... go im... menso... Apha-anassi Matveich. Dê me licença... está-me a parecer que... me lembro... do que quer que seja... Aphana-assi Matvei... tch? Ah! sim! sim! Aquelle que estava no campo?... Encantado! encantado! Quanto esti... imo... Meu amigo, exclama o principe dirigindo-se a Mozgliakov... mas foi elle que... que... como se intende, então?... O marido lá por fóra... e a mulher... em... Sim, sim, lá n'uma cidade... e a mulher...
—Ah! principe,... isso pelos modos ha de ser: o Marido lá por fóra, e a mulher em Tvor, o tal vaudeville, que uma companhia ambulante representou lá em casa o anno passado?
—Está c... claro, em Tvor, e... eu... sempre a esqué... quécer-me! Encantado, encantado! Com que, então, é o senhor? Quanto estimo conhecêl-o! diz o principe sem se erguer da cadeira, de mão estendida para Aphanassi Matveich. E então, como vae?