—Hum!...
—Está optimo, optimo! acode Maria Alexandrovna.
—Está... c... claro... bem se vê... Com que, então, vive sempre no campo? Pois, senhor, estimo muito.—Mas que bochêchas tão corádas que elle tem! E não faz senão rir!...
Aphanassi Matveich sorri e faz-lhe a sua vénia, a arrastar{157} o pé pelo sobrado. E comtudo, assim que ouve a ultima observação do principe, não se pode suster e desata uma gargalhada alvar. E imita-o toda a gente. As damas soltam guinchos de alegria. A Zina, corrida, ruboriza-se e vibra uns olhos coruscantes a Maria Alexandrovna, que se está comendo de raiva. É tempo de desviar a conversação.
—Dormiu bem, meu principe? indaga com voz tranquilla, intimando ao mesmo tempo, com uma olhadella vivaz, Aphanassi Matveich a que volte quanto antes para o seu logar.
—Dormi op... ti... mamente... E, não sabem, tive um sô... ônho deliciôso, deli... ciô... so!
—Um sônho! Gósto tanto de que me contem sônhos! exclama a Felissata Mikhailovna.
—Tambem eu! accrescenta a Natalia Dmitrievna.
—Um sô... nho... deliciôso... repete o principe com meigo sorriso; mas é segredo o tal sônho.
—Como assim, principe? Nem sequer se pode contar? observa Maria Alexandrovna.