—Um grande segredo! repete o principe.

Recrudesce a curiosidade.

—Mas, então, deve de ser interessante, interessantissimo, exclamam de todos os lados.

—Não se me dava de apostar que o principe, no tal seu sônho, estava de joelhos aos pés de alguma beldade a fazer-lhe a sua declaração de amor! exclama a Felissata Mikhailovna. Ora vamos, principe, confesse! Confesse!... então, meu rico principezinho da minha alma!

—Confesse, principe, confesse! exclamam por todos os lados.{158}

E o principe deliciado, a escutar aquella gralhada. Lisonjeia-o a supposição, e lambe-se todo, até.

—Comquanto seja um grande segredo, não tenho remedio senão confessar que ma... madame, com grande espanto da minha parte, por pouco o não adivinha de todo.

—Adivinhei! exclama com arrebatamento Felissata Mikhailovna. E então, principe, é preciso dizer-nos quem é essa tal belleza!

—Tem obrigação de o dizer!

—Achar-se-ha aqui?