—Diga, diga, meu rico principezinho!
—Principe... meu amorzinho! Diga! Morra depois, mas diga!
—Mi... nhas... senhoras! Minhas se... senho... ras, se insistem em absoluto por que lh'o diga, apenas lhes po... derei desvendar uma coisa: era a mais seductora, a mais virtuosa menina, de quantas... tenho conhecido em minha vi... vida!
—A mais seductora... de quantas aqui estão? Quem será? indagam entre si as damas a trocarem signaes de connivencia.
—Com toda a certeza que deve de ser aquella que disputa a fama de ser a primeira beldade de Mordassov, prorompe a Natalia Petrovna a bater as palmas com aquellas manápolas côr de lagosta e sem tirar os olhos de cima da Zina.
E toda a gente com os olhos pregados na Zina.
—Mas como é, então, que o principe, com uns sonhos assim, não se casa por uma vez? indaga a Felissata Mikhailovna.{159}
—Soubessemol-o nós, e que noivazinha lhe não teriamos arranjado! affirma, d'ali, outra dama.
—Case-se! case-se, principezinho da minha alma—pipíla uma terceira.
—Case! case-se!—guincham por todos os lados. Por que é que não ha de casar?