—Parabens, principe, parabens! guincham por todos os lados.
—Com que então é certo, sempre vae casar?
—Sempre se casa, effectivamente?
—Ora até que se casa, principezinho da minh'alma!
—Está... c... claro... está... c... claro! responde o principe, encantado de semelhante enthusiasmo. Confesso-lhe que a sua simpatia me tocou o coração... Nunca me ha... de esquecer! Encan... tado! Encan... tado! Fizeram... me, até, vir as lagrimas aos olhos.
—Venha um beijo, principe! guincha mais que todas juntas a Felissata Mikhailovna.
—E confesso-lhe... prosegue o principe, que fiquei pasmado por ver que a nossa digni... ssima hos... peda, adivinhasse... com tanta pers... picacia, um sonho tão extraordi... nario, como se fosse ella... que o sonhou... tal qual—Es... panto... sa pers... pica... cia.
—Ora esta! E o principe ainda a insistir no tal sonho?
—Então, vamos, principe, confesse! clama o côro das damas a fazer-lhe cerco.
—Deixe lá, principe, é escusado estar com esconderijos, é tempo de patentear o seu coração, declara em tom categorico Maria Alexandrovna. Não me escapou a fina alegoria, a delicadeza cavalheiresca, que se revelam na forma discreta por que tornou publico o seu pedido. Sim, minhas senhoras, é verdade, hoje ainda, o principe ajoelhou aos{163} pés de minha filha, e de modo real e verdadeiro, que não em sonho, formulou solemnemente o seu pedido.